Uma das mais frequentes complicações do diabetes, a doença resulta de alterações dos vasos sanguíneos, que causam má circulação na retina. Essa complicação impede a nitidez da visão. Com o passar do tempo, a possibilidade de desenvolver a doença aumenta. Ela está presente em 90% das pessoas diabéticas há mais de 15 anos.

QUAIS SÃO AS CAUSAS?

Ter diabetes é o principal fator de risco e, quanto mais tempo a pessoa for diabética, maior o peso desse fator.

Se a glicemia (quantidade de açúcar no sangue) não estiver sob controle, as chances de desenvolver a doença aumentam.


QUAIS SÃO OS SINTOMAS?

Os sinais variam de acordo com o estágio da doença, mas os mais frequentes são: visão borrada, percepção de pequenas “moscas” voando ou flashes sendo disparados e perda repentina de visão.


COMO A RETINOPATIA DIABÉTICA AFETA O DIA-A-DIA DO PACIENTE?

Como o avanço da doença é gradual, os prejuízos à vida diária também aumentam com o tempo, podendo até gerar dependência total e a necessidade de abandonar certas atividades, inclusive o trabalho.


COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA DOENÇA?

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames rotineiros. No diabetes tipo 1, o primeiro exame oftalmológico anual deve ser feito após cinco anos de tratamento e , no diabetes tipo 2, os olhos devem ser examinados assim que o paciente recebe o diagnóstico.

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Glaucoma é uma doença ocular crônica (não tem cura), que provoca lesão no nervo óptico e alterações no campo visual, que podem levar à cegueira. Na maioria dos casos, o surgimento do glaucoma é acompanhado do aumento da pressão intraocular, mas também é possível encontrar casos em que a doença se instala em pacientes que não apresentam elevação da pressão interna do olho, chamados de glaucoma de “baixa pressão”.


O portador de glaucoma, se não tratado, começa a perder a visão periférica (consegue enxergar bem os objetos à sua frente, mas não o que está nas laterais). Nos estágios mais avançados, a visão central também é atingida.


Quanto mais cedo a doença for diagnosticada e tratada, maiores são as chances de se evitar a perda da visão.



FATORES DE RISCO

É fundamental que pessoas que apresentam algum risco de desenvolver a doença sejam regularmente examinadas por um oftalmologista. Embora não se consiga afirmar exatamente por que uma pessoa desenvolve glaucoma, estudos mostram que ele é mais frequente em pessoas com:


• Idade avançada

• Hipertensão arterial (pressão alta)

• Miopia elevada (graus muito altos de miopia)

• Histórico de glaucoma na família


COMO DESCOBRIR A DOENÇA

Somente o exame cuidadoso dos olhos – o que inclui a aferição da pressão intraocular e o exame de fundo de olho, – realizado por um médico oftalmologista, é capaz de detectar o glaucoma.


COMO O GLAUCOMA É TRATADO

O tratamento do Glaucoma é feito com uso regular de colírios. Em alguns casos, aplicações de laser ou mesmo cirurgias podem ser necessárias para deter o avanço da doença.

Consulte seu oftalmologista periodicamente, e faça a prevenção do glaucoma.

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DEGENERAÇÃO MACULAR RELACIONADA À IDADE


A DMRI (degeneração macular relacionada à idade) é uma doença que compromete a mácula, responsável pela visão detalhada, e produz uma mancha que prejudica a visão central. Há Duas formas de DMRI:


• Seca: Há o acúmulo de depósitos amarelados embaixo da mácula.

• Úmida: Há a proliferação desordenada de novos vasos em direção à mácula, que extravasam sangue e plasma.


Enquanto a DMRI seca age lentamente, a perda de visão na DMRI úmida pode ser rápida e é responsável por 90% das perdas visuais graves desses pacientes.



QUAIS SÃO AS CAUSAS?

O único fator de risco comprovado é a idade. Outros possíveis fatores são tabagismo, predisposição genética, hipertensão, exposição ao sol, olhos e pele de cor clara, dieta sobre vitaminas, minerais e antioxidantes.


QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA DMRI?

Os primeiros sinais da doença podem ser a necessidade de aumentar a iluminação ambiente e sensibilidade à luz forte. Outros sintomas são: diminuição da capacidade de visão à noite, visão com linhas onduladas, distorção de imagens, pontos escuros ou espaços em branco na visão central.


COMO A DOENÇA AFETA O DIA-A-DIA DO PACIENTE?

A DMRI pode limitar de forma significativa a autonomia do paciente, por dificultar ações simples do cotidiano, como leitura, atividades manuais e até a locomoção. No estágio avançado ela pode impedir o reconhecimento de rostos. A família também é impactada, pois pode se tornar cuidadora ou ter que contratar alguém para auxiliar o idoso.


COMO É FEITO O DIAGNÓSTICO DA DMRI?

O especialista indicado para reconhecer e tratar a doença é o retinólogo, e um dos principais exames realizados é o de fundo de olho. Para isso, é utilizado um aparelho com lente especial capaz de aumentar a imagem diversas vezes.

Existe também o teste da Grade de Amsler, uma grade quadriculada com um ponto no centro. Um dos olhos é coberto e, se a pessoa vê linhas onduladas em volta do ponto, ou quadrados borrados ou distorcidos, deve consultar um médico.


COMO PODE SER TRATADA?

Não há até agora tratamento para a DMRI seca. Para o tipo mais preocupante, a DMRI úmida, a realidade era a mesma até 1999, quando pouco podia ser feito após o diagnóstico. Os primeiros tratamentos, feitos com laser (fotocoagulação), trouxeram alguma esperança aos pacientes, mas também podiam resultar em danos para a visão. Hoje, já existe tratamento que impede a progressão da doença e, em alguns casos, ajuda na recuperação da visão, que é o caso das injeções de antiangiogênicos.


LUTEÍNA E ZEAXANTINA

A luteína e a zeaxantina são substâncias que fazem parte natural da dieta, e que, no organismo, tem o papel de participar da proteção dos olhos, e consequentemente, da visão. Ambas se concentram na mácula, uma pequena região do olho que é responsável pela visão central.


Há estudos que sugerem que a ingestão de luteína e de zeaxantina ajudam a proteger a mácula de agressão da luz solar e da radiação ultravioleta, prevenindo a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), e reduzindo o risco de desenvolver catarata.


ONDE ENCONTRAR LUTEÍNA E ZEAXANTINA?

Como não são produzidas pelo organismo, a luteína e a zeaxantina só podem ser obtidos através da ingestão. Alguns alimentos são ricos nessas substâncias:


• Gema de ovo

• Brócolis

• Repolho

• Espinafre

• Alface

• Vegetais folhosos escuros

• Milho

• Frutas, entre outros


Entretanto, a quantidade de luteína e zeaxantina obtidas através da dieta tradicional pode não ser suficiente. Em média, o brasileiro consome apenas de 1 a 2 mg de luteína por dia*, que é muito abaixo do recomendado pela prevenção da DMRI.

Tanto a luteína quanto a zeaxantina podem ser repostas no organismo através de suplementos.


Já estão disponíveis no mercado produtos modernos com luteína e zeaxantina, e com apenas um único comprimido por dia é possível obter a dose necessária para prevenir

a DMRI.


Consulte seu oftalmologista para saber mais sobre a necessidade de suplementação de luteína e de zeaxantina.


Uma das formas de identificar alterações na retina e os primeiros sintomas das doenças da visão, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI), é utilizar o teste da Tela de Amsler.


Para isso, siga as orientações abaixo:


1- Não remova os óculos

ou lentes de contato que você normalmente usa para leitura;

2- Posicione-se a 20 cm da tela

ao lado em um ambiente bem iluminado;

3- Cubra um olho com a mão e focalize o ponto no centro da tela com o olho descoberto. Repita o procedimento com o outro olho.

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